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Março de 2018

23 mar2018 · 01h00

Eu vou voltar

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Vou voltar pra Xique-Xique, Meu sertão, São Paulo num fico não, Ai que saudade que dá, Quando toca um xote, Vou voltar, Pra atravessar rio a nado, Passar pro outro lado, Vou voltar Pra navegar no Velho Chico, Eu vou voltar, Por ser de lá, beiradeiro da beirada, Vou voltar, Deitar em rede de balanço, Se balançar, Nem vou me despedir,…

21 mar2018 · 07h00

Vovó do Mangue

São muitas as entidades protetoras da natureza e que geralmente atuam assustando e punindo aqueles que agridem as matas, os rios e os mares. Maragogipe, no Recôncavo Baiano, foi o único lugar do Brasil onde observei a ocorrência da lenda da Vovó do Mangue.

20 mar2018 · 06h00

Ordem divina

Na região ribeirinha, após a alta das águas do rio, costuma formar lagoas dentro de terrenos particulares em torno da margem. Quando o peixe fica escasso na ipueira, os pescadores invadem esses locais, na madrugada, para o dono da propriedade não perceber a incursão.

15 mar2018 · 09h00

Alaíde – Mulheres de Água Preta 2

É preciso deixar claro duas coisas sobre a agricultora aposentada e dona de casa Alaíde Dias de Souza, 72, que nasceu na localidade de Cercadinho e há mais de 50 anos se mudou para a parte mais central do povoado de Água Preta, em Encruzilhada (BA). A primeira é que sempre trabalhou na roça, mais o pai e os irmãos.

14 mar2018 · 08h00

Diabo louro

A médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda e o jornalista Biaggio Talento entrevistam o pesquisador potiguar Múcio Procópio sobre a história de Cristino Gomes da Silva Cleto, o cangaceiro Corisco. Nascido na localidade de Matinha de Água Branca, em Alagoas, Cristino possuía pele alva e cabelos louros e longos.

13 mar2018 · 07h00

Moça formosa

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Pelas barrancas do Velho Chico, Descalça vai para fonte, Leva pureza, Morena pelo Horizonte: Dispensa chinelo rasteiro, Vestido estampado, andar ligeiro; Nádegas frondosas, Cabelos encaracolados Da moça formosa.

09 mar2018 · 07h00

Ser beiradeiro é…

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Ser beiradeiro é em dias chuva fria poder comer o meu mingau de milho, ouvir galo cantar de manhã cedo, mesmo que seja no terreiro de alguém, e esquentar o corpo perto do borralho de um fogão de lenha, olhando a brancura do céu.