Artigo aponta que pluma do rio Amazonas altera química do Oceano Atlântico e favorece absorção de CO₂
Estudo publicado na revista Global Biogeochemical Cycles por pesquisadores da FURG, UFBA e Sorbonne mostra que a pluma do rio Amazonas reduz a salinidade do Atlântico Tropical Oeste em cerca de 9%, favorecendo a absorção de CO₂. A pesquisa analisou dados de 1991 a 2019 e é pioneira em quantificar esse efeito com dados observacionais.
Pontos-chave
- Pluma do Amazonas reduz salinidade em 9% no Atlântico.
- Estudo usou dados observacionais de 1991 a 2019.
- Favorece absorção de CO₂ e fitoplâncton.
Contexto
O rio Amazonas é o maior do mundo e despeja cerca de um quinto da água doce oceânica.
Dados da matéria
Quem disse
“Este trabalho mostra que o que acontece na foz do Amazonas e na margem equatorial gera impacto em uma área muito grande no oceano Atlântico.”
— Thiago Monteiro, professor da UFBA e coautor
“Já sabemos que o período chuvoso está ficando mais intenso, aumentando a influência da pluma, e no período seco está havendo menos chuva do que deveria, então há menos influência da pluma. E isso tem um impacto nos fluxos de CO₂ e nas variáveis do sistema carbonato.”
— Matheus Batista, pesquisador