Bukele, de El Salvador, pode ser o salvador do Haiti?
El Salvador enviou mais de 2.000 soldados ao Haiti para combater gangues, com apoio do governo Trump, fora de missão da ONU. A ação ocorre após o sequestro de quatro soldados salvadorenhos e levanta preocupações sobre aumento de vítimas civis. O presidente Bukele prometeu 'dar uma lição às gangues'.
Pontos-chave
- El Salvador envia 2.000 soldados ao Haiti.
- Ação ocorre fora de missão da ONU.
- Especialistas temem vítimas civis e agravamento da crise.
Contexto
El Salvador, sob Bukele, reduziu a violência com prisões em massa, mas críticos apontam violações de direitos humanos.
Dados da matéria
Quem disse
“Os riscos e o que está em jogo são incrivelmente altos. Bukele e suas tropas estão se tornando o veículo de uma nova forma de intervenção, mais direta e menos limitada por regras multilaterais, que aliados de Washington executam em seu nome?”
— Romain Le Cour, diretor do Observatório do Haiti da Global Initiative Against Transnational Organized Crime
“Esta não é uma operação contra o povo haitiano, nem uma invasão do Haiti.”
— Nayib Bukele, presidente de El Salvador
“No papel, isso parece um pesadelo de coordenação. Olhando de forma mais ampla, existe um enorme risco de que o aumento das operações de segurança provoque muita morte e destruição, mas faça pouco para enfrentar o ecossistema mais amplo da violência.”
— Jake Johnston, pesquisador do Center for Economic Policy Research