Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

Um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) indica que a estagnação de benefícios sociais e previdenciários pode causar retração econômica severa em municípios do interior do Brasil. A pesquisa destaca que transferências públicas representam parcela significativa da renda em cidades fora de regiões metropolitanas, impactando o comércio local e a pobreza.
Pontos-chave
- Cortes em auxílios sociais podem retrair a economia de cidades do interior brasileiro.
- Benefícios representam quase metade do orçamento das famílias mais pobres nessas localidades.
- A ausência de ganhos reais poderia empurrar 2,7 milhões de pessoas para a pobreza.
Contexto
O estudo compara a evolução da renda de benefícios entre os períodos de 2019-2022 e 2022-2025.
Dados da matéria
Quem disse
“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP
“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP