Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

Um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) indica que a estagnação ou cortes em benefícios sociais e previdenciários pode causar retração econômica severa em municípios do interior do Brasil. A pesquisa destaca que essas transferências são essenciais para o comércio local e o combate à pobreza extrema.
Pontos-chave
- Benefícios sociais representam quase metade do orçamento de famílias pobres no interior.
- A ausência de reajustes reais poderia empurrar 2,7 milhões de pessoas para a pobreza.
- Cidades fora de regiões metropolitanas dependem do dobro de transferências que grandes centros.
Contexto
Análise do impacto econômico de benefícios sociais e previdenciários em municípios brasileiros fora de regiões metropolitanas entre 2019 e 2025.
Dados da matéria
Quem disse
“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP
“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”
— Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP