Dom Beto e a morte que vem em conta-gotas

O bispo de Juazeiro (BA), Dom Beto Breis, denuncia a mineradora Galvani por liberar fumaça tóxica em Angico dos Dias, povoado de Campo Alegre de Lourdes (BA), causando problemas de saúde aos moradores. Ele compara a situação com as tragédias de Brumadinho e Mariana, afirmando que a morte ocorre 'a conta-gotas'. A empresa nega ter paralisado durante a pandemia e a comunidade registra casos de Covid-19.
Pontos-chave
- Bispo denuncia poluição da Galvani em Angico dos Dias.
- Moradores sofrem com problemas pulmonares e de pele.
- Comparação com Brumadinho e Mariana, morte a conta-gotas.
Contexto
A Galvani opera mineração de rocha fosfática desde 2005 na região, e o bispo já havia denunciado outras mineradoras.
Dados da matéria
Quem disse
“Nem sempre a morte semeada e cultivada pelos que colocam no centro o lucro e seus interesses se manifesta abrupta, como nas Minas Gerais, mas muitas vezes vem em conta-gotas, aos poucos, gerando não menos dor e indignação.”
— Dom Beto Breis, bispo de Juazeiro (BA)
“Você imagina aquela lagoa, que era a vida deles, o local onde os animais que eles criavam iam beber água. Hoje, os bichos ficam atolados e morrem porque a poeira expelida pela mineradora sedimentou tudo.”
— Dom Beto Breis, bispo de Juazeiro (BA)