Fazenda de corais contribui para a conservação na BA

Na Baía de Todos os Santos, o Projeto Mares, da ONG PRÓ-MAR, cultiva corais-de-fogo para restaurar recifes. Desde janeiro de 2023, desenvolveu 1,6 mil colônias, com 300 já introduzidas. A iniciativa usa resíduos reaproveitados e envolve a comunidade local.
Pontos-chave
- Projeto Mares cultiva corais-de-fogo na Bahia
- 1,6 mil colônias desenvolvidas desde 2023
- 300 colônias já introduzidas nos recifes
Contexto
Década das Nações Unidas de Restauração de Ecossistemas
Dados da matéria
Quem disse
“A restauração de corais é importante para a biodiversidade marinha e para a sobrevivência da pesca artesanal, comunidades tradicionais e segurança alimentar de quem depende da produção de alimento desse ecossistema.”
— Zé Pescador, fundador da PRÓ-MAR e coordenador do Projeto Mares
“precisamos pensar no modelo de desenvolvimento que a gente deseja para que esses ambientes não sejam impactados e colapsados nos serviços que eles promovem, tanto da proteção da costa quanto para o turismo e para a pesca.”
— Zé Pescador, fundador da PRÓ-MAR e coordenador do Projeto Mares
“O coral-de-fogo tem um crescimento um pouco mais acelerado que outras espécies, por isso que ele também é utilizado em muitos projetos de restauração e é uma espécie com um papel ecológico muito relevante pela estrutura tridimensional que oferece aos recifes, funcionando como habitat para pequenos organismos, desde crustáceos, moluscos, pequenos invertebrados e peixes.”
— Lucas Lolis, coordenador científico do Projeto Mares