Irinéia do Muquém

Irinéia Rosa Nunes da Silva, artesã de 74 anos do Quilombo Muquém em União dos Palmares (AL), é Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005. Suas esculturas de barro ganharam projeção nacional e internacional, incluindo participação na Expo Milão. Sua obra 'O Beijo' virou cartão postal de Maceió. Ela sobreviveu à enchente de 2010 que destruiu suas peças.
Pontos-chave
- Irinéia é Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005.
- Obra 'O Beijo' virou cartaz de Maceió.
- Enchente de 2010 destruiu 2 mil esculturas.
Contexto
O Quilombo Muquém é remanescente de Palmares, maior quilombo das Américas.
Dados da matéria
Quem disse
“Foi quando o pessoal passou a vir encomendar cabeças de barro para pagar promessas em Juazeiro do Norte. Aí rendeu interesse de continuar pra frente. Até hoje, graças a Deus, (o trabalho) tem me dado uma boa ajuda.”
— Mestre Irinéia
“Minha mãe dizia que não gostava de beijar, mas meu pai sempre gostou. Um dia a dona Renata, primeira dama de Alagoas, chegou aqui e pediu para ver os dois se beijarem. Meu pai aproveitou e beijou. Aí os dois criaram essa peça.”
— Mônica (filha)
“Eu fiquei fazendo no barro a história que aconteceu com a gente. No início, era um pedido tão grande dessa jaqueira. Nem conto as que eu fiz. Depois, o barro deu problema. A gente caprichava para fazer peça. Botava no fogo e, no outro dia, quando ia tirar, tava um bagaço. Aí eu me desgostei. Agora faço pouco. Mês passado a gente botou quatro no forno. Só saiu uma inteira.”
— Irinéia