Lodo de tratamento de água vira fertilizante de liberação lenta
A Embrapa e a Sabesp desenvolveram uma rota nanotecnológica que transforma o lodo de estações de tratamento de água em fertilizante de liberação lenta. O processo neutraliza o alumínio tóxico e incorpora nutrientes, convertendo um passivo ambiental em insumo agrícola. Os resultados foram positivos em laboratório e casa de vegetação, e o próximo passo é um projeto-piloto industrial.
Pontos-chave
- Embrapa e Sabesp criam fertilizante a partir de lodo de água.
- Processo neutraliza alumínio tóxico e agrega nutrientes.
- Próximo passo é projeto-piloto industrial em maior escala.
Contexto
O lodo de ETAs é um passivo ambiental com custos de descarte; a tecnologia busca dar destino sustentável.
Dados da matéria
Quem disse
“A tecnologia desenvolvida transforma esse resíduo em matéria-prima para insumos agrícolas, agregando valor a um material que tradicionalmente representa custos de manejo e de descarte, com potencial para aumentar a eficiência do uso de nutrientes.”
— Caue Ribeiro, coordenador do projeto na Embrapa Instrumentação
“A pesquisa desenvolvida na ETA Vargem Grande Paulista, em parceria com a Embrapa, segue nessa direção.”
— Marco Barros, diretor corporativo de Produção de Água, Tratamento de Esgoto e Manutenção Estratégica da Sabesp
“A zeólita retém mais o nitrogênio, evita a emissão de gases e mantém os nutrientes disponíveis para que as raízes das plantas os absorvam em maior quantidade.”
— Ana Rita Nogueira, pesquisadora da Embrapa