Participação do Brasil em pesquisas clínicas cresce após marco legal
O Brasil subiu da 18ª para a 12ª posição no ranking global de pesquisas clínicas, impulsionado pela Lei de Pesquisa Clínica sancionada em 2024 e regulamentada em 2025. Dados da Interfarma indicam investimentos superiores a R$ 2 bilhões anuais. A indústria farmacêutica, como a Roche, planeja ampliar estudos no país, com novos prazos de análise e capacitação de centros nas regiões Norte e Nordeste.
Pontos-chave
- Brasil subiu para 12ª posição em pesquisas clínicas.
- Lei de Pesquisa Clínica reduziu prazos de análise.
- Investimentos superiores a R$ 2 bilhões anuais projetados.
Contexto
A Lei 14.874, sancionada em maio de 2024, é o primeiro marco legal para pesquisas clínicas no Brasil, antes reguladas apenas por normas do CNS e Anvisa.
Dados da matéria
Quem disse
“Vamos supor que tem dez centros participando de um estudo. Antes a gente precisava da aprovação do comitê de ética local de cada centro de pesquisa. Agora um comitê acreditado é responsável por fazer a comunicação com os demais e dar o parecer final.”
— Lorice Scalise, presidente da Roche Brasil
“É um movimento de união com centros de pesquisa, laboratórios. Com essa projeção e a vinda de novos estudos, existe a necessidade de capacitar os profissionais e as unidades.”
— Danielle Galbiatti, diretora de investigação clínica da Roche
“Proporciona ferramentas para melhorar a qualidade da assistência, porque os profissionais passam a ter acesso aos mais elevados padrões de qualidade, exigidos para a realização das pesquisas.”
— Mario Urcuyo, diretor estratégico do Conselho Administrativo da Fundação de Pesquisa e Inovação da Costa Rica