Participação do Brasil em pesquisas clínicas cresce após marco legal
O Brasil subiu da 18ª para a 12ª posição no ranking global de pesquisas clínicas entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, impulsionado pela Lei 14.874, sancionada em maio de 2024 e regulamentada em outubro de 2025. A avaliação foi feita por pesquisadores e indústria farmacêutica no fórum Saúde como Investimento, em San José, Costa Rica, em outubro de 2026. A nova lei encurtou prazos de análise ética e sanitária, atraindo mais investimentos, como os R$ 590 milhões anuais da Roche.
Pontos-chave
- Brasil subiu da 18ª para 12ª posição em pesquisas clínicas.
- Lei 14.874 encurtou prazos de análise ética e sanitária.
- Roche investirá R$ 590 milhões por ano no país.
Contexto
A Lei de Pesquisa Clínica é o primeiro marco legal do setor no Brasil, antes regulado apenas por normas do CNS e Anvisa.
Dados da matéria
Quem disse
“Vamos supor que tem dez centros participando de um estudo. Antes a gente precisava da aprovação do comitê de ética local de cada centro de pesquisa. Agora um comitê acreditado é responsável por fazer a comunicação com os demais e dar o parecer final.”
— Lorice Scalise, presidente da Roche Brasil
“É um movimento de união com centros de pesquisa, laboratórios. Com essa projeção e a vinda de novos estudos, existe a necessidade de capacitar os profissionais e as unidades.”
— Danielle Galbiatti, diretora de investigação clínica da Roche
“Temos um desafio muito importante, porque nem sempre contamos com coordenadores e monitores de pesquisa. Não existem carreiras profissionais específicas para essas funções e precisamos desenvolver essa estrutura ao longo do tempo.”
— Mario Urcuyo, diretor estratégico do Conselho Administrativo da Fundação de Pesquisa e Inovação da Costa Rica