Tiana
Desde que nasceu ela é chamada de Tiana, embora em sua certidão de nascimento conste Ana Salomé Pinheiro.
Desde que nasceu ela é chamada de Tiana, embora em sua certidão de nascimento conste Ana Salomé Pinheiro.
Não é pouco complexa a iniciação do juremeiro. De costumes mais antigos como o TOMBAMENTO em que o iniciado tombava sob a força de beberagens entre as quais uma feita com a própria jurema, o iniciante chegava a um estágio limiar entre a vida e a morte.
A tese “Histórias e Leituras de Almanaques no Brasil”, da doutora em educação Margareth Brandini Park, nos brinda com um personagem fantástico.
Elita da Silva Pereira, 63 anos, chega perfumada, com os cabelos soltos e unhas feitas, na matriz da empresa. Sua roupa tem bordados de flores nas mangas. No pescoço e no pulso, um cordão de ouro e um relógio. Está vestida desse jeito porque vai viajar para Vitória da Conquista, a 150 quilômetros de Condeúba, cidade do semiárido baiano.
Casas de alvenaria, imitando as dos patrões. Uma cisterna caiada guardando águas das últimas chuvas. Ao fundo ou ao lado da nova morada, a velha ainda persiste, casebre de pau-a-pique, feita de madeira da caatinga, com colunas e vigas de carnaubeira, serve de depósito de coisas velhas e das memórias de dias difíceis.
Chamadas de mães de umbigo, parteiras e curiosas, as mulheres vocacionadas para trazer crianças ao mundo ajudando nos momentos do parto ainda resistem em algumas localidades mais remotas, embora os sistemas de saúde estejam conferindo cursos para formação de parteiras.
Religião de matriz indígena com sua origem na pajelança de raiz Tupi, o culto a Jurema Sagrada ganhou elementos de doutrinas e ritos africanos e europeus numa mistura sincrética que caracteriza as manifestações dos credos brasileiros.
Os Tremembé, indígenas brasileiros cujas primeiras referências datam do século XVI, estão em festa. De hoje até o dia 12 de janeiro será realizada a X Festa do Murici e do Batiputá, na Aldeia São José, em Barra do Mundaú, em Itapipoca (CE).