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26 de fevereiro de 2022

26 fev2022 · 06h00

Sonhar à contramão

No cartaz do filme, três rostos de gente comum, feições mundanas demais, peles castigadas pelas intempéries da vida nos confins da América Latina. Não há nada menos cinematográfico – no sentido espetaculoso do universo blockbuster – do que uma orelha deformada ou os fundos de um armazém cheio de tralhas deixadas por ambulantes.

26 fev2022 · 06h00

Ser pombo outra vez

Eu fritava na areia quando o pombo me encarou. A orla estava vazia para um sábado de carnaval e minhas filhas, metade meninas, metade sereias, corriam e acenavam para mim. Gaivotas são raras na Praia de Iracema. Às vezes, surge uma intrusa e logo os pombos a cercam com seus peitos inchados como se ela fosse uma gringa no samba.

26 fev2022 · 06h00

Fazer nada é remédio

No último texto sobre minha experiência com o burnout gostaria de focar no dito vilão: o trabalho. A síndrome de burnout foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença do trabalho e desde o primeiro texto falamos do papel desse tal vilão aqui.

26 fev2022 · 06h00

Galeano e um parágrafo de infinito

Tem um parágrafo de Eduardo Galeano, em um conto intitulado “A Festa”, que, suponho de caso pensado e sem afobação, se ele tivesse morrido logo após tê-lo deitado na página, teria morrido feliz. Ali, depois do ponto final.

26 fev2022 · 06h00

Quanto vale seu peixe?

Houve um tempo em que o peixe se vendia sozinho. Aqueles que tinham de se virar pelo tortuoso mar da iniciativa privada não precisavam exibir seus talentos na vitrine e, quando necessário, gritando ao megafone para chamar atenção. Agora, mais do que nunca, é preciso arregaçar as mangas e, a depender da área, mostrar ou não as tatuagens.