Ir para o conteúdo
Dossiê · Pessoa · nº 851

Velho Chico

Notícias62no arquivo
Primeira menção9 mar 2018mais antiga registrada
Última menção15 out 2026há 16 dias
Tom da cobertura5%·0%

Cronologia

8 nesta página
17 abr2018 · 07h00

Perambulando

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO De primeiro, quando eu era moço andador, perambulava feito peixe nas primeiras águas. Nas andanças pelas comunidades ribeirinhas das barrancas do Velho Chico, podem-se ver paisagens contraditórias. No alto. Manhãzinha cedo, mulheres de saias arregaçadas, de pote à cabeça, vindas da fonte; meninos pançudos, brincando de rumar pedras nos bichos ou de mastigar barro.

13 abr2018 · 07h00

Dilemas

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Ê, Marreca Velha que dá coisa… E não é que encontrei cumpade Pedro de Zé de Mila, daí perguntei ele: Como é qui vai o bar cumpade?” “Ô, meu irimãozim, tá ruim…” “E o que foi, meu irimão.” “Antigamente era um diabo dum DDD.

10 abr2018 · 07h00

O bom pescador

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO O bom pescador não enjoa Pega o peixe e guarda na proa É mandim, é piau e surubim É dourado, é curimatá, é piranha e pirá É tambacu, é tambaqui e pacu É curimatã, é tucunaré e matrinchã. O bom pescador não enjoa Pega o peixe, descansa na croa Acende o fogo, abre a esteira Descansa na beira Namora a lua Adormece, sossega a moleira.

06 abr2018 · 07h00

Navalha na carne

Sotaque de um povo nas barrancas do Velho Chico Era uma noite quente e sombria. Na calada da noite a matraca corria solta, comendo no centro, matraque…matraque… catraque…catraque… João Mirou puxava a lamentação. Parando de estação em estação, em meio a benditos e Pais-Nossos.

27 mar2018 · 07h12

A homenagem

NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO No piloto do paquete, o vei Germano preocupado com o vento disse a João Durim: “João, rema senão vamos perder o balaio.” Ele, remando, preguiçosamente, com as mãos, respondeu lentamente: “Que nada Germano, aqui mesmo vai…” Enquanto isso, o garoto Chico de Aurélio Baia, recolhendo o peixe no calão da rede, proseia: “Eta!

23 mar2018 · 01h00

Eu vou voltar

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Vou voltar pra Xique-Xique, Meu sertão, São Paulo num fico não, Ai que saudade que dá, Quando toca um xote, Vou voltar, Pra atravessar rio a nado, Passar pro outro lado, Vou voltar Pra navegar no Velho Chico, Eu vou voltar, Por ser de lá, beiradeiro da beirada, Vou voltar, Deitar em rede de balanço, Se balançar, Nem vou me despedir,…

13 mar2018 · 07h00

Moça formosa

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Pelas barrancas do Velho Chico, Descalça vai para fonte, Leva pureza, Morena pelo Horizonte: Dispensa chinelo rasteiro, Vestido estampado, andar ligeiro; Nádegas frondosas, Cabelos encaracolados Da moça formosa.

09 mar2018 · 07h00

Ser beiradeiro é…

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Ser beiradeiro é em dias chuva fria poder comer o meu mingau de milho, ouvir galo cantar de manhã cedo, mesmo que seja no terreiro de alguém, e esquentar o corpo perto do borralho de um fogão de lenha, olhando a brancura do céu.