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Dossiê · Pessoa · nº 851

Velho Chico

Notícias55no arquivo
Primeira menção9 mar 2018mais antiga registrada
Última menção15 out 2026há 16 dias
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Cronologia

20 nesta página
06 ago2019 · 08h00

Os remeiros

Rio de Cima era como os ribeirinhos do médio São Francisco chamavam o trecho navegável do Velho Chico, entre Juazeiro, na Bahia, e Januária, em Minas Gerais. Vários homens de Rodelas (BA) durante anos faziam o percurso de 1.371 quilômetros rio acima, nas classes inferiores dos vapores, em oito, dez ou mais dias de viagem, a depender dos humores do rio.

11 out2018 · 08h00

Mitologia do rio

Saindo da rodovia, atravessamos o São Francisco em direção a Pão de Açúcar, pequeno município alagoano onde ficava o nosso destino – Ilha do Ferro, lugar em que encontramos artistas populares e pessoas nativas como Aberaldo, que tinha muito o que nos contar sobre as crenças ribeirinhas que povoam o imaginário popular da região.

15 jun2018 · 07h00

João pescador

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Beirando o cais, João vai à ipueira, Formoso, cada vez mais, Leva na mão uma esteira. Na cabeça, o chapéu, Admira, contempla o céu. O remo aos ombros largos, No rosto um afago.

12 jun2018 · 07h00

Terra e sangue

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Há anos em que o alagadiço da Ilha do Gado Brabo, nas margens do Velho Chico, vem sendo uma arena de grandes rixas por questões de terras. Em violentas batalhas sangrentas de famílias, homens trocam facãozadas no meio da estrada, reivindicando o direito de continuar sendo o mandante das terras.

08 jun2018 · 08h54

Beiradeiro pornô

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO O Velho Chico, rio que corre em minhas veias, além dos seus mistérios, segredos e encantos, tem seus navegantes contadores de causos, que em certos momentos chegam a ser surreais, como conta Mané Pescador: “Corre um boato aqui donde eu moro que Madalena Pomba Roxa, teve um filho nas coxa.

05 jun2018 · 07h10

Vento danado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Às vezes a gente custa a acreditar em certas coisas. E, eu, confesso, só vim acreditar na história que Carlos Beiju me contou depois que outros pescadores confirmaram. Muitos anos atrás, era comum, depois da piracema, uma parte dos moradores da comunidade de Paramelos se mudar temporariamente para os ranchos de pescarias de Pau Seco, Pereiro e Mangue Fundo.

01 jun2018 · 07h00

A “caçuada”

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Entre um favor aqui, um favor acolá, João Durim continuava prestando ajuda para quem lhe pedisse, sem cobrar nenhum tostão. Certa feita, chegou à sua porta numa sexta-feira, por volta das sete horas, uma senhora batendo palmas e gritando: “Ô, de casa.

29 mai2018 · 06h35

A ‘celveja’

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nas minhas andanças a serviço da Educação, tive a oportunidade de ouvir diálogos, com sabor natural da nossa terrinha. Viajando de Xique-Xique ao povoado de Utinga, na carroceria de D20 – carro que substituiu as “rurais” nos areões do tabuleiro -, tive o privilégio de ouvir prosas gostosa como esta: “Êta estradinha ruim essa da Utinga.

25 mai2018 · 07h00

Malícia eleitoral

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nas eleições municipais, João Durim resolveu candidatar-se a vereador. Na campanha, usava um cartaz com foto e os dizeres: “Para vereador, João Pereira da Costa, vulgo João Durim, número 1619.” O candidato fez da sua residência o comitê de campanha, chamando-o de: “Comitê Portas Abertas”.

22 mai2018 · 07h00

O batizado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Na beira d’água o coro comeu/ Pandeiro trinou/ Violão respondeu/ Iaiá peneirou/ Ioiô sambou. E na beira d’água o coro comeu/ Passarim cantou/ Ioiô peneirou/ Na palma da mão/ o samba esquentou.

15 mai2018 · 07h00

No Alto do Silva

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Seu Pombal, seria melhor o senhor ter dito que: “A escola não deve negar a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, para que não se crie um preconceito”; e essa carga não recaia sobre a influência das línguas africanas no português brasileiro.

08 mai2018 · 07h00

A volta de Lalim

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nos meados dos anos setenta e início dos anos oitenta, chegar de São Paulo vestindo calça boca de sino, um sapato salto plataforma, estilo cavalo-de-aço, cabelo black power tinha lá seu charme, ainda mais com um toca-fitas de alça ao lado.

04 mai2018 · 07h00

Lamento

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Nós beiradeiros deveríamos ter a consciência mais forte do que o poder do lugar. A naturalidade com que aceitamos a transformação do rio, parece até que o ser humano é quem está sendo destruído pelo rio.

27 abr2018 · 05h00

Prejuízo danado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. “Henrique, moço. Que friagem é essa?” “É o vento mineiro. Hem! Dalto, quando bate essa refrega de vento, me dá uma saudade dos lances, na rede de arrasto…” “Boa coisa você tá lembrando, vazia ruim!

24 abr2018 · 07h00

Prosa na beirada

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Nascer no interior é um privilégio medonho, e nascer no interior da Bahia, ah! isso é presente divino.

20 abr2018 · 12h10

Fumo grosso

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Andar sobre as águas do Velho Chico, sem-que-fazer, faz com que prestemos assunto a tudo e a todos. Certa feita, fiquei a observar o comportamento do beiradeiro diante de pessoas estranhas: À boca-da-noite, descia rio abaixo um barco com capota, motor de popa e casco de fibra.