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Meus Sertões

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Notícias indexadas759no arquivo
Última publicação29 out 2026há 2 dias
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11 mai2018 · 08h10

Contratos assinados

Trinta e seis famílias da comunidade de Riacho do Meio, em Ribeirão do Largo (BA) assinaram anteontem (9 de maio de 2018) o contrato para a construção de casas do programa Minha Casa, Minha Vida rural, que estava suspenso pelo governo federal desde junho de 2016. Uma família, cujo representante está com restrição no CPF, não será beneficiada.

11 mai2018 · 07h30

Durim e o cego

João Durim tinha um bom gênio e era sempre muito prestativo para quem lhe pedisse qualquer tipo de ajuda ou favor. Entre os favores se incluía o preparo e encaminhamento da papelada para consulta médica, casamento, batizado, aposentadoria, bã-bã-bã-caixa de fosco.

10 mai2018 · 07h00

Agiota Zé Baiano

José Aleixo Ribeiro da Silva, o Zé Baiano era considerado um dos cangaceiros mais cruéis do bando de Lampião. Ele também sabia fazer seu dinheiro render. Tinha muitas cabeças de gado e fazendas. Mas especializou-se em emprestar dinheiro a juros pelo interior do Nordeste.

09 mai2018 · 07h00

Casas de telhas do quilombo

A comunidade quilombola de Campo Grande, em Santa Teresinha (BA), foi reconhecida em 2007. Pelo menos duas construções se destacam na localidade. A Casa de Telhas, onde segundo os moradores haveria até hoje uma senzala e instrumentos para castigar os escravos é uma delas.

08 mai2018 · 07h00

A volta de Lalim

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nos meados dos anos setenta e início dos anos oitenta, chegar de São Paulo vestindo calça boca de sino, um sapato salto plataforma, estilo cavalo-de-aço, cabelo black power tinha lá seu charme, ainda mais com um toca-fitas de alça ao lado.

04 mai2018 · 07h00

Lamento

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Nós beiradeiros deveríamos ter a consciência mais forte do que o poder do lugar. A naturalidade com que aceitamos a transformação do rio, parece até que o ser humano é quem está sendo destruído pelo rio.

03 mai2018 · 07h00

Maria de Olímpio, a zeladora

A mãe de santo Maria José Alves de Menezes, a Maria de Olímpio, 61 anos, é líder religiosa de renome no povoado quilombola de Campo Grande, em Santa Teresinha (BA). Ainda criança dava pistas de seu dom: quando ia a uma casa de reza caía no choro ao ver a imagem de São Sebastião, que corresponde a Oxóssi, seu orixá.

02 mai2018 · 07h00

A arte de Vavan

No terceiro dos 10 capítulos da série “Artistas Populares do Nordestes”, realizado pelo canal Cultura Popular Brasileira, parceiro do site Meus Sertões, a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda e o jornalista Biaggio Talento nos contam a história do artesão Vavan, da Ilha dos Ferros, município de Pão de Açúcar (AL).

27 abr2018 · 05h00

Prejuízo danado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. “Henrique, moço. Que friagem é essa?” “É o vento mineiro. Hem! Dalto, quando bate essa refrega de vento, me dá uma saudade dos lances, na rede de arrasto…” “Boa coisa você tá lembrando, vazia ruim!

26 abr2018 · 17h40

O padre e o santo

O sergipano José Vasconcelos dos Santos estava namorando, “praticamente noivo”, e cursando a faculdade de agronomia quando decidiu entrar para o seminário. A decisão de ser padre foi tomada por não se conformar a exploração do povo, a dominação feita pelos “coronéis” e por ser contra a corrupção.

25 abr2018 · 07h00

Sonho e mistério

Não é de hoje que, muitos acreditam, mortos e vivos estabelecem comunicações a partir de espaços e instâncias de contato e convivência que são bem conhecidas.

24 abr2018 · 07h00

Prosa na beirada

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Nascer no interior é um privilégio medonho, e nascer no interior da Bahia, ah! isso é presente divino.

20 abr2018 · 12h10

Fumo grosso

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Andar sobre as águas do Velho Chico, sem-que-fazer, faz com que prestemos assunto a tudo e a todos. Certa feita, fiquei a observar o comportamento do beiradeiro diante de pessoas estranhas: À boca-da-noite, descia rio abaixo um barco com capota, motor de popa e casco de fibra.

19 abr2018 · 07h00

Mestre Aberaldo

Nada engrandece tanto uma pesquisa de campo quanto encontrar com o artista em seu próprio meio, onde ele vive e cria encontrando no ambiente a matéria e a inspiração para a sua arte. Assim foi que atravessamos o São Francisco só para estar com Aberaldo no remoto e encantado lugarejo de Ilha do Ferro, no município de Pão de Açúcar (AL).

18 abr2018 · 07h00

Cemitérios familiares

O costume de sepultar pessoas no chão das igrejas no Brasil durou entre o século XVI e as primeiras décadas do século XX, apesar da proibição feita através de carta régia, em 1801.

17 abr2018 · 07h00

Perambulando

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO De primeiro, quando eu era moço andador, perambulava feito peixe nas primeiras águas. Nas andanças pelas comunidades ribeirinhas das barrancas do Velho Chico, podem-se ver paisagens contraditórias. No alto. Manhãzinha cedo, mulheres de saias arregaçadas, de pote à cabeça, vindas da fonte; meninos pançudos, brincando de rumar pedras nos bichos ou de mastigar barro.

13 abr2018 · 14h00

Plena infância

A imaginação é o principal componente das brincadeiras de meninos e meninas que vivem nos povoados do sudoeste baiano. Arremesso de pedras no rio, a lúdica vaquejada em que um dos componentes é o vaqueiro e o outro é o touro, enfim, algo que as crianças da cidades trocaram por jogos eletrônicos.

13 abr2018 · 07h00

Dilemas

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Ê, Marreca Velha que dá coisa… E não é que encontrei cumpade Pedro de Zé de Mila, daí perguntei ele: Como é qui vai o bar cumpade?” “Ô, meu irimãozim, tá ruim…” “E o que foi, meu irimão.” “Antigamente era um diabo dum DDD.

11 abr2018 · 06h45

Botija e riqueza

Vem dos meus começos recifenses as lembranças dos primeiros relatos sobre pessoas que receberam e arrancaram botijas – nenhum deles em primeira pessoa. Sempre casos contados por alguém que “ouviu falar em…”, “soube que…”. Já não é a primeira vez em que falamos sobre o tema.

10 abr2018 · 07h00

O bom pescador

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO O bom pescador não enjoa Pega o peixe e guarda na proa É mandim, é piau e surubim É dourado, é curimatá, é piranha e pirá É tambacu, é tambaqui e pacu É curimatã, é tucunaré e matrinchã. O bom pescador não enjoa Pega o peixe, descansa na croa Acende o fogo, abre a esteira Descansa na beira Namora a lua Adormece, sossega a moleira.

06 abr2018 · 07h00

Navalha na carne

Sotaque de um povo nas barrancas do Velho Chico Era uma noite quente e sombria. Na calada da noite a matraca corria solta, comendo no centro, matraque…matraque… catraque…catraque… João Mirou puxava a lamentação. Parando de estação em estação, em meio a benditos e Pais-Nossos.

04 abr2018 · 06h30

Modelando santos

Dona Judite é bem a mulher forte das escrituras, e se traz no nome o destino, não são poucas as demonstrações de coragem e vigor que a sua vida conta. E a sua arte. Surgida no ambiente tão próprio do coração orante a habilidade para forjar no barro o belo é, para ela, pura e somente doação divina.