Bancos de sementes reforçam resiliência do Semiárido
Um levantamento da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) destaca a importância de bancos comunitários de sementes crioulas para enfrentar a crise climática e a desertificação no Semiárido brasileiro. A rede beneficia mais de 15 mil famílias, embora mais da metade das estruturas mapeadas esteja desativada.
Pontos-chave
- ASA mapeou 875 casas de sementes beneficiando 15 mil famílias no Semiárido.
- Cerca de 18% do território brasileiro é suscetível ao processo de desertificação.
- Mais de 50% dos bancos de sementes mapeados encontram-se desativados ou extintos.
Contexto
O Brasil enfrenta o avanço da desertificação, afetando 39 milhões de pessoas em áreas suscetíveis, enquanto se prepara para a COP30.
Dados da matéria
Quem disse
“O uso de sementes adaptadas é extremamente importante porque garante, num primeiro momento, a autonomia e a soberania alimentar dessas famílias.”
— Fernando Curado, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios
“As práticas desenvolvidas pelas famílias guardiãs em seus territórios servem como recomendações para a formulação de novas políticas públicas”
— Claudio Ribeiro
“Muitas vezes o pessoal desanima da roça de sementes, principalmente pelo valor comercial da semente crioula”
— Givaldo Pimentel, agricultor