Brasil amplia Margem Equatorial com base em decisão da ONU; entenda
A ANP aprovou a inclusão de 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial, somando 380 mil km² e 501 blocos, após decisão da ONU que ampliou a plataforma continental brasileira. A medida visa explorar petróleo e gás em áreas como Foz do Amazonas, com potencial de reposição de reservas. A Petrobras anunciou nova descoberta na região, e o setor comemora, enquanto especialistas pedem cautela quanto à soberania e à transição energética.
Pontos-chave
- ANP aprova 11 novos setores na Margem Equatorial.
- Área total de 380 mil km², com 501 blocos.
- Petrobras anuncia segunda descoberta na Foz do Amazonas.
Contexto
A Margem Equatorial é considerada nova fronteira de exploração de petróleo, com descobertas na Guiana e Suriname.
Dados da matéria
Quem disse
“Uma eventual indicação de blocos para oferta dependerá de análise específica e deverá seguir o rito regulatório aplicável, incluindo as avaliações e manifestações previstas para essa finalidade, da ANP e de outros órgãos envolvidos.”
— ANP, em comunicado
“Sinalização positiva para a indústria, empresas e investidores.”
— Cláudio Nunes, diretor executivo de Exploração e Produção do IBP
“Que a renda gerada seja apropriada e utilizada pelo Estado para fins estratégicos, como adaptação às mudanças climáticas, redução das desigualdades e da pobreza energética e financiamento da transição energética.”
— Francismar Ferreira, coordenador de pesquisas do Ineep