Cocalzinho: MP pede fim do inquérito contra advogada presa por delegado

O Ministério Público de Goiás pediu o arquivamento do inquérito contra a advogada Áricka Cunha, presa em 15 de abril em seu escritório em Cocalzinho, sob acusação de difamação contra o delegado Christian Zilmon. O MP considerou a prisão ilegal e sem crimes nas condutas investigadas. O delegado foi transferido para Águas Lindas de Goiás.
Pontos-chave
- MP pede arquivamento do inquérito contra advogada.
- Prisão em flagrante foi considerada ilegal.
- Delegado foi transferido após repercussão do caso.
Contexto
A advogada foi presa após criticar arquivamento de boletim de ocorrência, gerando debate sobre liberdade de expressão e prerrogativas da advocacia.
Dados da matéria
Quem disse
“órgão ministerial identificou um conjunto de vícios insanáveis que maculam de forma absoluta a legalidade da prisão em flagrante”
— Promotora de Justiça Bruna Lucas Amadeu
“Tratando-se de prisão maculada por nulidades absolutas, todos os atos dela decorrentes — inclusive o arbitramento e a exigência de fiança — são igualmente contaminados pelo vício de origem.”
— Promotora de Justiça Bruna Lucas Amadeu
“As postagens não contêm linguagem vilipendiosa, caluniosa ou injuriosa, tratando-se de crítica administrativa amparada pela liberdade constitucional de manifestação do pensamento, pilar do Estado Democrático de Direito”
— Promotora de Justiça Bruna Lucas Amadeu