Entidades repudiam listas de boicote por divergência política

Órgãos como MPT, OAB e Abrasel alertam para os riscos jurídicos e democráticos de listas de boicote a empresas e profissionais por preferências políticas após as eleições de 2026. O MPT acionou a Meta para remover publicações que incentivam a demissão de funcionários por motivação eleitoral.
Pontos-chave
- Entidades condenam boicotes econômicos e perseguições profissionais baseadas em convicções políticas.
- MPT move ação contra Meta para remover postagens que incentivam demissões por voto.
- Historiador e ex-deputada comparam listas de boicote a práticas de regimes autoritários.
Contexto
Aumento de relatos de discriminação e retaliações profissionais após a realização das eleições de 2026 no Brasil.
Dados da matéria
Quem disse
“Publicações de empresários, influenciadores e até parlamentares orientam vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem votaram e, no caso de a opção ser diferente do patrão, mandá-los embora”
— MPT
“Quase 30% das denúncias ocorreram pós-processo eleitoral. Isso é uma preocupação muito grande”
— Maurício de Mello, procurador do trabalho
“Sabe como começou o boicote aos judeus na Alemanha nazista? Com listas.”
— Manuela d’Ávila, ex-deputada federal