Fábrica de mel quilombola pode ser desativada

A fábrica de mel da comunidade quilombola Baixa da Lagoa, em Jeremoabo (BA), está paralisada há quatro anos devido a um curto-circuito no transformador. A associação foi contemplada com verba estadual para reativá-la, mas a segunda parcela foi bloqueada pela CAR por falta de documento registrado em cartório. A comunidade teme a desativação definitiva da unidade.
Pontos-chave
- Fábrica de mel paralisada há quatro anos.
- Verba para reativação bloqueada pela CAR.
- Comunidade pode perder unidade de beneficiamento.
Contexto
A fábrica foi construída em 2011 com investimento de R$ 200 mil pelo projeto Gente de Valor, parceria do Banco Mundial e governo estadual.
Dados da matéria
Quem disse
“O vendedor se chamava João Cardoso dos Santos. Ele era conhecido como João Quelé por ser descendente do primeiro morador daqui. Ele morreu e os filhos se mudaram da Baixa. Não temos como localizá-los. No documento que nos passou na década de 1990, ele também não incluiu o número do CPF, o que também é exigido para registro em cartório. Por que não exigiram o registro quando a unidade foi construíd”
— José Romildo, líder comunitário
“Se tem algo errado, a culpa é do estado que não devia ter construído a unidade com base na documentação que hoje ele contesta. A gente está pensando em entrar com uma ação contra o governo se não conseguirmos resolver a questão no diálogo.”
— José Romildo, líder comunitário