Pela 1ª vez desde redemocratização, Brasil terá 10 militares no Congresso e nos governos

As eleições de 2026 resultaram em um marco histórico com a eleição de dois governadores, dois senadores e quatro deputados federais oriundos das Forças Armadas. O cenário reflete a politização dos quartéis e a influência do bolsonarismo, com destaque para as vitórias de Luciano Zucco e Tarcísio de Freitas.
Pontos-chave
- Brasil terá dois governadores militares simultaneamente pela primeira vez desde a redemocratização.
- O Senado Federal terá quatro parlamentares oriundos das Forças Armadas a partir de 2027.
- O PL foi o partido que concentrou o maior número de candidaturas militares.
- Pesquisadores alertam para a falta de preparo político e a politização das casernas.
Contexto
A notícia analisa a ascensão de militares na política brasileira após as eleições de 2026, relacionando-a ao bolsonarismo e a falhas no controle civil.
Dados da matéria
Quem disse
“Vejo que as Forças Armadas se afastaram da família Bolsonaro durante o atual governo, e, nesta corrida eleitoral, o Flávio não contou com eles.”
— Juliano Cortinhas, professor da UnB
“Vejo como fruto de uma histórica politização das casernas e de uma incapacidade dos governos civis, sobretudo os de esquerda, de aprofundar o controle civil.”
— Guilherme Lemos, pesquisador da UFSCar